— Seu Célio, tem visita... Pare com isso!
Margarete, cuidadora que ficava com Célio Antônio no período da manhã, sabia que não adiantava tentar mudar o comportamento do velho que — segundo acreditava — usava o mal de Alzheimer como desculpa para exprimir sua sem-vergonhice. Mas para não parecer desleixada à prima do paciente que o visitava, falava a ele como se não soubesse disso.
Sentado numa cadeira de balanço, ele continuava cantando:
Sá Mariquinha,
O seu gato deu
Vinte e cinco pirocadas
Na bunda do meu.
— Eita, velho safado! — ruminou ela sem ser ouvida pela Débora, a visita...
Margarete, cuidadora que ficava com Célio Antônio no período da manhã, sabia que não adiantava tentar mudar o comportamento do velho que — segundo acreditava — usava o mal de Alzheimer como desculpa para exprimir sua sem-vergonhice. Mas para não parecer desleixada à prima do paciente que o visitava, falava a ele como se não soubesse disso.
Sentado numa cadeira de balanço, ele continuava cantando:
Sá Mariquinha,
O seu gato deu
Vinte e cinco pirocadas
Na bunda do meu.
— Eita, velho safado! — ruminou ela sem ser ouvida pela Débora, a visita...


