Penso não haver outra palavra melhor do que excêntrica para definir a raça humana. Talvez jactante ou egocêntrica. Porém, de longe prefiro a palavra excêntrica. Escrevi Essências Excêntricas olhando para dentro de mim mesmo, meus sentimentos propriamente excêntricos, provocados pelo meu niilismo, isolacionismo e evasão social, bem como a todo instante tentando desvendar os mecanismos e sutilezas da alma humana, numa sondagem psicológica intensa, tanto do seu interior – dos sentimentos e convencionalismos que ditam as ações humanas – quanto do exterior e do social, e, como diria Machado de Assis em seu prólogo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, não é difícil de antever o que poderá sair desse conúbio.
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